
Quarenta anos atrás, apagou-se uma estrela na terra, cuja luz guiava legiões nos tempos escuros da ditadura. Vida ceifada pela covardia dos que venceram as batalhas naqueles dias.
Marighella viveu e morreu lutando por tempos mais justos, por vida mais justa, por dias mais bonitos. E entre todos os que ousaram sem receio, abrir os caminhos de peito aberto, pronto pro chumbo, ele foi um dos expoentes máximos.
Salve Marighella, o ex-crítico de futebol em Copacabana e fã de cantadores de feira! Hoje, o nosso brinde da batida de limão, é todo seu, querido revolucionário!
Liberdade
"Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda a parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome."
*Soneto escrito por Marighella, no Presídio Especial de São Paulo em 1939.
*"Não tive tempo para ter medo" é a frase contida no túmulo de Marighella, na Bahia, idealizado pelo arquiteto Oscar Niemayer.
*Em Pinar del Rio, em Cuba, o governo cubano nomeou de Carlos Marighella, uma escola voltada ao trabalho e desenvolvimento agrícola, inaugurada quatro anos após o seu assassinado em 1969.
Legião dos Esquecidos ( Gonzaguinha )
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